Nosso navio aportou em São Petersburgo
para uma permanência de dois dias. Infelizmente, o sol nos deixou e veio a
chuva para complicar a vida dos turistas!!!
Devido a chuva intensa nos dias 05 e 06 de julho pedimos desculpas pela qualidade das fotos que ficaram muito prejudicadas, mas resolvemos posta-las assim mesmo porque estávamos maravilhados com o que víamos.
Como já tínhamos lido sobre a cidade
sabíamos que havia muito a ser visto e dois dias era muito pouco. A nossa
vontade era sair cedinho, em ritmo de maratona e conhecer o máximo possível. Porém,
infelizmente, a Rússia não é um lugar “amigável” ao turismo. Quase ninguém fala
inglês, tudo é escrito em russo, em alfabeto cirílico, o preço dos taxis tem
que ser combinado (com alguém que não fala inglês), as pessoas são muito
fechadas... Portanto, não nos aventuramos a fazer nada sozinhos.
Contratamos 3 excursões oferecidas pelo
navio para ver os “highlights” da cidade.
São Petersburgo foi fundada no sec.
XVIII por Pedro, O Grande, um Tzar que modernizou a Rússia, trazendo ideias
europeias para lá. A cidade foi planejada e feita de acordo com suas ideias. A
capital da Rússia passou a ser S. Petersburgo, assim permanecendo até 1918,
quando após a revolução Bolchevique voltou para Moscou, mas ainda hoje é a
capital cultural do país.
A cidade é fica às margens do Rio Neva e
é cortada por vários canais. Inúmeros prédios têm estilo barroco e posteriormente
foram construídos outros em estilo neoclássico. Na rua principal, a Nevsky
Prospect, e próximo a ela localizam-se inúmeras atrações como o Palácio
Stroganov, o shopping Gostiny Dvor, a Igreja do Sangue Derramado, Catedral
Kazan, o Teatro Mariinky (casa do balet Kirov), etc.
![]() |
| Nevsky Prospect |
![]() |
| Nevsky Prospect |
![]() |
| Nevsky Prospect |
![]() |
| Nevsky Prospect |
![]() |
| Nevsky Prospect |
![]() |
| Catedral Kazan |
![]() |
| Teatro Mariinsky |
Ao longo do rio, no Embankment, há muito
prédios bonitos, sóbrios, com fachadas decoradas, catedrais com cúpulas
douradas, etc.
As avenidas são largas, com canteiros
floridos e floreiras em cavaletes. Tudo parece bonito, embora haja um contraste
com prédios sem nenhuma beleza, quadrados, sóbrios, até meio lúgubres das
antigas residências comunais.
São Petersburgo me pareceu uma cidade de
contrastes que me trouxe sensações ambíguas – no meio de muita beleza, um
sentimento de tristeza, de uma história muito rica e ao mesmo tempo muito
pesada, de um povo que carrega um passado não muito distante do qual ele ainda
não se libertou e que ainda não adquiriu a liberdade e os direitos dos povos
ocidentais. Como ouvi em uma palestra sobre a Rússia, ela só será totalmente
democrática, quando seus dirigentes forem pessoas que nasceram e cresceram em
um ambiente livre, ou seja, em algumas gerações adiante.
Nossa primeira excursão foi para
conhecer o famoso Hermitage, o palácio de inverno de Pedro, O Grande. O
Hermitage se compõe de 5 prédios que incluem o palácio, a galeria de arte e um
teatro entre outros. Externamente o prédio é bonito, de cor verde e bem
imponente. Mas é por dentro que ele se mostra na sua grandiosidade. Construído
no sec. XVIII, em estilo barroco, o Palácio de Inverno foi a residência oficial
dos tzares até a queda da monarquia russa. Posteriormente, foram adicionados os
outros prédios por Catarina, a Grande, para abrigar sua coleção de obras de
arte, sendo chamado de Hermitage, tornando-se então o museu que hoje abriga
mais de três milhões de peças das mais diversas épocas e escolas de todo o
mundo. As inúmeras salas do Palácio são fartamente decoradas com uma riqueza de detalhes nos afrescos do teto e
das colunas, nos altos-relevos em folheados em dourado, nos tecidos que
recobrem as paredes, nos lustres, objetos de decoração, etc. Até mesmo o chão
chama a atenção, pois a madeira de varias cores forma desenhos que parecem um
trabalho de marchetaria. As paredes abrigam quadros dos mais famoso pintores de
todos os tempos. Já na entrada, uma enorme escadaria com muito dourado e
colunas recobertas de lápis-lazúli. Após Pedro, O Grande, sua filha Elizabeth I
e a esposa de seu neto, que se torno Imperatriz, Catarina, A Grande,
introduziram o estilo neoclássico e o rococó francês em alguns ambientes.

Na parte da tarde fizemos uma segunda
excursão, desta vez para conhecer as famosas catedrais ortodoxas russas. A
Igreja Ortodoxa é uma igreja cristã, derivada da Igreja Católica após o cisma de
1054 por divergências dogmáticas. Eles se consideram os verdadeiros
representantes da fé cristã, e são mais rígidos com os princípios e dogmas da
Igreja. Dentro das Igrejas não há imagens de santos e sim representações icônicas
em pintura ou mosaico.
A
primeira que visitamos foi a de S. Isaac, a maior catedral da Rússia. Ela
realmente é enorme, não tem bancos ou assentos, as paredes e colunas recobertas
de pinturas de ícones representando os santos, Maria e Jesus, que estão sendo
substituídas por mosaicos. Há colunas verdes de pedra malaquite, colunas com
alto relevo folheado em ouro. O altar é todo dourado e trabalhado com pedras
preciosas. A abóbada central é toda pintada com afrescos com a vida de Jesus.
Atualmente ela é mais um museu, sendo usada apenas em datas especiais.
A
segunda Catedral foi a de S. Nicolau, que ainda é uma igreja em atividade
religiosa e, portanto, não era possível fotografar internamente, nem andar por
toda ela, apenas olhar a partir da metade da nave central. Também tem ícones de
santos em pinturas emolduradas, com muito dourado, penduradas nas colunas e
paredes. Externamente lembra uma Igreja católica normal.
A
terceira catedral era a mais curiosa - a
Igreja da Ressurreição ou do Sangue Derramado. Externamente ela é toda
enfeitada, multicolorida, com cúpulas que mais parecem sorvetes. Internamente,
ela é mais colorida ainda, com todas as paredes e colunas recobertas por
mosaicos que formam figuras de santos ou passagens bíblicas. A igreja foi construída
no local onde o Tzar Alexandre II foi assassinado e guarda uma espécie de
mausoléu com as pedras com o seu sangue. É realmente muito impressionante.
Também funciona como museu.
À
noite não tivemos show no navio, pois o que estava previsto, que era de
acrobacias foi cancelado devido ao mau tempo que fazia o navio balançar mais do
que o normal.
Jantamos como sempre e ficamos ouvindo música no Centrum, com a
equipe de animação comandando as dancinhas das pessoas na pista.
No
nosso segundo dia o sol também não apareceu e a chuva continuava, com ventos
fortes, mas nada nos impediu de seguir na nossa próxima excursão para visitar o
Peterhof, o palácio de inverno de Pedro, O Grande.
Peterhof
foi construído no sec. XVIII em estilo barroco em um local a cerca de 30 km de
S. Petersburgo, às margens do Golfo da Finlândia. Há uma nítida inspiração no
Palácio de Versailles. No reinado de Catarina, A Grande, teve influência do
rococó francês. Suas salas são lindamente decoradas com móveis, quadros,
louças, candelabros, lustres, tudo muito rico, com muito dourado, muitos
detalhes. As paredes de várias salas são recobertas de seda que combinam com as
cortinas e os estofados. Tetos e paredes também apresentam altos-relevos
folheados a ouro, bem como afrescos. Os pisos em madeira de cores diversas
formando desenhos. Os jardins em estilo barroco, de inspiração francesa, são
simetricamente desenhados e repletos de fontes. Tudo está muito bem conservado
após um enorme trabalho de restauração devido aos danos sofridos com a ocupação
na Segunda Guerra Mundial
A
visita tanto ao Hermitage quanto ao Peterhof pode ser complicada sem um guia e,
especialmente nos dias muito cheios. As filas são enormes, e hordas de pessoas
se deslocam pelos corredores e salas. Para começar, é preciso deixar casacos e
bolsas grandes nos guarda-volumes e no Peterhof ainda é necessário calçar um
protetor de calçados, o que causa mais congestionamento. Os servidores do museu
que ficam em cada sala, geralmente senhoras idosas, não falam inglês, e quando
nos dirigimos a elas, são ríspidas em nos despachar e mandar que sigamos
adiante, como se sentissem medo de estar falando com estrangeiros. Resquício do
período soviético?
Depois
da visita ao Peterhof retornamos ao navio exaustos e após almoçar fomos
descansar um pouco. Com certeza vimos os “highligts” de S. Petersburgo e
pudemos ter uma boa ideia da cidade, mas com certeza para explora-la bem
precisaríamos de pelo menos mais 1 ou 2 dias.
À
noite tivemos um show de humor com um comediante inglês, meio ao estilo do Mr.
Bean, bem engraçado.







































































































Nenhum comentário:
Postar um comentário