13° E 14° DIAS 05 e 06 JUL: SÃO PETERSBURGO


        Nosso navio aportou em São Petersburgo para uma permanência de dois dias. Infelizmente, o sol nos deixou e veio a chuva para complicar a vida dos turistas!!!




               Devido a chuva intensa nos dias 05 e 06 de julho pedimos desculpas pela qualidade das fotos que ficaram muito prejudicadas, mas resolvemos posta-las assim mesmo porque estávamos maravilhados com o que víamos.
        Como já tínhamos lido sobre a cidade sabíamos que havia muito a ser visto e dois dias era muito pouco. A nossa vontade era sair cedinho, em ritmo de maratona e conhecer o máximo possível. Porém, infelizmente, a Rússia não é um lugar “amigável” ao turismo. Quase ninguém fala inglês, tudo é escrito em russo, em alfabeto cirílico, o preço dos taxis tem que ser combinado (com alguém que não fala inglês), as pessoas são muito fechadas... Portanto, não nos aventuramos a fazer nada sozinhos.
         Contratamos 3 excursões oferecidas pelo navio para ver os “highlights” da cidade.
        São Petersburgo foi fundada no sec. XVIII por Pedro, O Grande, um Tzar que modernizou a Rússia, trazendo ideias europeias para lá. A cidade foi planejada e feita de acordo com suas ideias. A capital da Rússia passou a ser S. Petersburgo, assim permanecendo até 1918, quando após a revolução Bolchevique voltou para Moscou, mas ainda hoje é a capital cultural do país.
        A cidade é fica às margens do Rio Neva e é cortada por vários canais. Inúmeros prédios têm estilo barroco e posteriormente foram construídos outros em estilo neoclássico. Na rua principal, a Nevsky Prospect, e próximo a ela localizam-se inúmeras atrações como o Palácio Stroganov, o shopping Gostiny Dvor, a Igreja do Sangue Derramado,  Catedral Kazan, o Teatro Mariinky (casa do balet Kirov), etc.
Nevsky Prospect

Nevsky Prospect

Nevsky Prospect

Nevsky Prospect

Nevsky Prospect

Catedral Kazan

Teatro Mariinsky


          Ao longo do rio, no Embankment, há muito prédios bonitos, sóbrios, com fachadas decoradas, catedrais com cúpulas douradas, etc.
        As avenidas são largas, com canteiros floridos e floreiras em cavaletes. Tudo parece bonito, embora haja um contraste com prédios sem nenhuma beleza, quadrados, sóbrios, até meio lúgubres das antigas residências comunais.


        São Petersburgo me pareceu uma cidade de contrastes que me trouxe sensações ambíguas – no meio de muita beleza, um sentimento de tristeza, de uma história muito rica e ao mesmo tempo muito pesada, de um povo que carrega um passado não muito distante do qual ele ainda não se libertou e que ainda não adquiriu a liberdade e os direitos dos povos ocidentais. Como ouvi em uma palestra sobre a Rússia, ela só será totalmente democrática, quando seus dirigentes forem pessoas que nasceram e cresceram em um ambiente livre, ou seja, em algumas gerações adiante.
        Nossa primeira excursão foi para conhecer o famoso Hermitage, o palácio de inverno de Pedro, O Grande. O Hermitage se compõe de 5 prédios que incluem o palácio, a galeria de arte e um teatro entre outros. Externamente o prédio é bonito, de cor verde e bem imponente. Mas é por dentro que ele se mostra na sua grandiosidade. Construído no sec. XVIII, em estilo barroco, o Palácio de Inverno foi a residência oficial dos tzares até a queda da monarquia russa. Posteriormente, foram adicionados os outros prédios por Catarina, a Grande, para abrigar sua coleção de obras de arte, sendo chamado de Hermitage, tornando-se então o museu que hoje abriga mais de três milhões de peças das mais diversas épocas e escolas de todo o mundo. As inúmeras salas do Palácio são fartamente decoradas com  uma riqueza de detalhes nos afrescos do teto e das colunas, nos altos-relevos em folheados em dourado, nos tecidos que recobrem as paredes, nos lustres, objetos de decoração, etc. Até mesmo o chão chama a atenção, pois a madeira de varias cores forma desenhos que parecem um trabalho de marchetaria. As paredes abrigam quadros dos mais famoso pintores de todos os tempos. Já na entrada, uma enorme escadaria com muito dourado e colunas recobertas de lápis-lazúli. Após Pedro, O Grande, sua filha Elizabeth I e a esposa de seu neto, que se torno Imperatriz, Catarina, A Grande, introduziram o estilo neoclássico e o rococó francês em alguns ambientes.





















 









        

       Na parte da tarde fizemos uma segunda excursão, desta vez para conhecer as famosas catedrais ortodoxas russas. A Igreja Ortodoxa é uma igreja cristã, derivada da Igreja Católica após o cisma de 1054 por divergências dogmáticas. Eles se consideram os verdadeiros representantes da fé cristã, e são mais rígidos com os princípios e dogmas da Igreja. Dentro das Igrejas não há imagens de santos e sim representações icônicas em pintura ou mosaico.
A primeira que visitamos foi a de S. Isaac, a maior catedral da Rússia. Ela realmente é enorme, não tem bancos ou assentos, as paredes e colunas recobertas de pinturas de ícones representando os santos, Maria e Jesus, que estão sendo substituídas por mosaicos. Há colunas verdes de pedra malaquite, colunas com alto relevo folheado em ouro. O altar é todo dourado e trabalhado com pedras preciosas. A abóbada central é toda pintada com afrescos com a vida de Jesus. Atualmente ela é mais um museu, sendo usada apenas em datas especiais.














A segunda Catedral foi a de S. Nicolau, que ainda é uma igreja em atividade religiosa e, portanto, não era possível fotografar internamente, nem andar por toda ela, apenas olhar a partir da metade da nave central. Também tem ícones de santos em pinturas emolduradas, com muito dourado, penduradas nas colunas e paredes. Externamente lembra uma Igreja católica normal.



A terceira catedral era a mais curiosa -  a Igreja da Ressurreição ou do Sangue Derramado. Externamente ela é toda enfeitada, multicolorida, com cúpulas que mais parecem sorvetes. Internamente, ela é mais colorida ainda, com todas as paredes e colunas recobertas por mosaicos que formam figuras de santos ou passagens bíblicas. A igreja foi construída no local onde o Tzar Alexandre II foi assassinado e guarda uma espécie de mausoléu com as pedras com o seu sangue. É realmente muito impressionante. Também funciona como museu.












À noite não tivemos show no navio, pois o que estava previsto, que era de acrobacias foi cancelado devido ao mau tempo que fazia o navio balançar mais do que o normal. 
Jantamos como sempre e ficamos ouvindo música no Centrum, com a equipe de animação comandando as dancinhas das pessoas na pista.



No nosso segundo dia o sol também não apareceu e a chuva continuava, com ventos fortes, mas nada nos impediu de seguir na nossa próxima excursão para visitar o Peterhof, o palácio de inverno de Pedro, O Grande.
Peterhof foi construído no sec. XVIII em estilo barroco em um local a cerca de 30 km de S. Petersburgo, às margens do Golfo da Finlândia. Há uma nítida inspiração no Palácio de Versailles. No reinado de Catarina, A Grande, teve influência do rococó francês. Suas salas são lindamente decoradas com móveis, quadros, louças, candelabros, lustres, tudo muito rico, com muito dourado, muitos detalhes. As paredes de várias salas são recobertas de seda que combinam com as cortinas e os estofados. Tetos e paredes também apresentam altos-relevos folheados a ouro, bem como afrescos. Os pisos em madeira de cores diversas formando desenhos. Os jardins em estilo barroco, de inspiração francesa, são simetricamente desenhados e repletos de fontes. Tudo está muito bem conservado após um enorme trabalho de restauração devido aos danos sofridos com a ocupação na Segunda Guerra Mundial































A visita tanto ao Hermitage quanto ao Peterhof pode ser complicada sem um guia e, especialmente nos dias muito cheios. As filas são enormes, e hordas de pessoas se deslocam pelos corredores e salas. Para começar, é preciso deixar casacos e bolsas grandes nos guarda-volumes e no Peterhof ainda é necessário calçar um protetor de calçados, o que causa mais congestionamento. Os servidores do museu que ficam em cada sala, geralmente senhoras idosas, não falam inglês, e quando nos dirigimos a elas, são ríspidas em nos despachar e mandar que sigamos adiante, como se sentissem medo de estar falando com estrangeiros. Resquício do período soviético?
Depois da visita ao Peterhof retornamos ao navio exaustos e após almoçar fomos descansar um pouco. Com certeza vimos os “highligts” de S. Petersburgo e pudemos ter uma boa ideia da cidade, mas com certeza para explora-la bem precisaríamos de pelo menos mais 1 ou 2 dias.

À noite tivemos um show de humor com um comediante inglês, meio ao estilo do Mr. Bean, bem engraçado.

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